07 setembro 2008
Desenvolvimento não comparece em voo para Évora e foge para França
Sempre me ensinaram a não me gabar demasiadamente de algo que ainda não estava garantido. Há até um provérbio que reza: "Não escarres para o ar que te cai em cima", ou qualquer coisa deste género a envolver sucos orgânicos nada apetecíveis.
Pois é... O Presidente Zézinho armou-se ao pingarelho, tratou de gastar umas belas massas (que como é óbvio não eram dele) em outdoors proclamando que "O Desenvolvimento tem voo marcado".
Caiu-lhe a escarreta em cima...
Pois é... O Presidente Zézinho armou-se ao pingarelho, tratou de gastar umas belas massas (que como é óbvio não eram dele) em outdoors proclamando que "O Desenvolvimento tem voo marcado".
Caiu-lhe a escarreta em cima...
para muito breve, o terror
Chamem-me o que quiserem mas se há coisa de que gosto é da Tradição Académica, incluindo obviamente, as praxes. Pensem que sou um frustrado (e porque não?) que gosta de humilhar os outros mais fraquinhos que chegam a um sítio novo, pensem que sou um recalcado, pensem o que quiserem. Eu cá gosto!
Apesar de cada vez menos estar na moda e de cada vez mais os míudos que cheguem serem mais mal-educados que os precedentes, apesar de dizerem que é uma selvajaria, apesar do Sr. Ministro dizer que é contra os DDHH (e depois passe por cima de capas negras dos terroristas), apesar dos jogos de cintura dos poderosos que nem dizem não às praxes (porque lhes cdonvém que elas existam, à falta da sã integração tertuliana que todos os professores defendem mas que nem uma palha mexem para a passarem ao plano da existência), apesar dos abaixo-assinados, apesar dos palavrões, apesar de tudo sou a favor e vou continuar a praxar.
Desculpem mas eu sou assim, no fim de contas todos os terroristas são...
06 setembro 2008
Herman José

Desde que me lembro de mim lembro-me dele e das gargalhadas que eu e os meus lá em casa davam ao vê-lo.
Lembro-me muito particularmente do Herman Enciclopédia em que Évora inteira parava, às terças-feiras à noite não se via viv'alma.
No final confesso que já não lhe achava gracinha nenhuma. Parece que tinha sido vítima de si próprio, creio que ele se visse há uns anos atrás gozaria descaradamente dele.
Parece-me que agora melhorou. Já me consigo rir outra vez com ele, não são ainda as gargalhadas que eram mas tenho esperança que essas também voltem.
o texto que antes estava de lado
Suados e ensanguentados, vindos da peleja contra os outros, os infiéis, que procuram, por inveja, travar o caminho dos justos até Jerusalém.Com os olhos húmidos das leituras em sala escura e bafienta, à luz de uma vela, dando os olhos e as pestanas na procura de Deus e da Verdade.
Com os pés inchados, sujos, feridos, da peregrinação que fazem para se tornarem homens melhores, despidos de pecado, sem mácula... Perante os outros. Perante si.
e o tempo passa
Já passaram uns seis meses desde que escrevi o primeiro post.
Entretanto o tempo foi ficando mais quente, chegou ao patamar do abrazador e a chuva voltou.
O tempo frio e húmido está a voltar e isso para mim é bom, ao menos vou começar a gerir o calor ou o frio que tenho, basta vestir mais ou menos uma camisola. Além do mais o sol encandeia e faz muito mal à vista dos zarolhinhos como eu.

Para 0s que não concordam comigo: não se preocupem oh partidários do calor, ele não se terá ido embora de vez, por agora...
Entretanto o tempo foi ficando mais quente, chegou ao patamar do abrazador e a chuva voltou.
O tempo frio e húmido está a voltar e isso para mim é bom, ao menos vou começar a gerir o calor ou o frio que tenho, basta vestir mais ou menos uma camisola. Além do mais o sol encandeia e faz muito mal à vista dos zarolhinhos como eu.

Para 0s que não concordam comigo: não se preocupem oh partidários do calor, ele não se terá ido embora de vez, por agora...
08 março 2008
item i - O Inferno

Os invejosos a ferver, ao centro, dentro de um caldeirão onde está um franciscano - um homem de Deus, um companheiro dos pobres.
Pelo orgulho pagam três mulheres, à esquerda, onde os seus cabelos são consumidos pelas chamas, estas sim do Inferno, que além de lhes queimarem a cabeça lhes fazem ferver o sangue que para lá desceu.
O avarento, obrigado a engolir moedas por um demónio, está à direita das infames orgulhas quasi sem cabelo. Pena apropriada para aquele que sempre quis o dinheiro para si. Se tanto o quer mais vale que fique dentro dele, parece ser justo... Ainda para mais não devia praticar a caridade que Deus Filho mandou que se fizesse e que os reverendíssimos bispos e os mais pequenos curas ordenam que se faça. Realmente "é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico para o Reino dos Céus"...
O que comeu e bebeu sem parar, sem respirar, com os dentes tintos do vinho, além do amarelo acastanhado habitual, e nos seus intervalos e plantados por bocados de carne pouco assada para que a pudesse engolir de imediato. A esse que pareceu um porco esfomeado enquanto esteve na Terra está um outro demónio a fazê-lo engolir vinho por um odre em forma de porco. É bem feito, e eu se alguma vez fiz o que este fez não mais o farei!!
Ao que sempre se zangou, intempestivo e agressivo, bravo, que não se lembrou da misericórdia divina, do perdão e até da calma, esse está a ser pingado!
A desavergonhada luxúria dos adúlteros bem como as outras aberrações que se dizem homens mas que dormem e beijam e tocam noutros homens, esses são manietados. Apenas se podem ver. Tocar não. A tentação tão perto, sente-se-lhe o cheiro, vêm-se-lhe as formas cinzeladas uns dos outros que os faz ficarem fora de si, quais cadelas no cio, as bocas ficam húmidas. Mas despertam de si, tentam acalmar a sua fúria de animal, e apercebem-se onde estão. Será um misto de medo com excitação.
Quem preside ao tribunal perpétuo é um demónio. Mas vejam que se veste como os bárbaros selvagens das Terras de Vera Cruz há tão pouco tempo achadas pelos nossos barcos que transportam a cruz de Cristo nas velas.
São homens de Deus os que vão, mas são homens do diabo os que encontram.
Serão estes índios, como o Colombo lhes chamou, demónios? Serão... Negam a Deus, comem-se uns aos outros e a animais que cá não se comem, são repugnantes e não aguentam trabalhar. É gente má com certeza. Poderão até ser obra do demónio para travar o brilhante caminho da glória dos vassalos d'el rei de Portugal.
O inferno deverá ser assim. Já antes os temia. Agora temo-o mais!
Seria isto que pensaria um homem, entrado numa qualquer igreja portuguesa pelos idos de quinhentos, e que visse este quadro?
Pelo orgulho pagam três mulheres, à esquerda, onde os seus cabelos são consumidos pelas chamas, estas sim do Inferno, que além de lhes queimarem a cabeça lhes fazem ferver o sangue que para lá desceu.
O avarento, obrigado a engolir moedas por um demónio, está à direita das infames orgulhas quasi sem cabelo. Pena apropriada para aquele que sempre quis o dinheiro para si. Se tanto o quer mais vale que fique dentro dele, parece ser justo... Ainda para mais não devia praticar a caridade que Deus Filho mandou que se fizesse e que os reverendíssimos bispos e os mais pequenos curas ordenam que se faça. Realmente "é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico para o Reino dos Céus"...
O que comeu e bebeu sem parar, sem respirar, com os dentes tintos do vinho, além do amarelo acastanhado habitual, e nos seus intervalos e plantados por bocados de carne pouco assada para que a pudesse engolir de imediato. A esse que pareceu um porco esfomeado enquanto esteve na Terra está um outro demónio a fazê-lo engolir vinho por um odre em forma de porco. É bem feito, e eu se alguma vez fiz o que este fez não mais o farei!!
Ao que sempre se zangou, intempestivo e agressivo, bravo, que não se lembrou da misericórdia divina, do perdão e até da calma, esse está a ser pingado!
A desavergonhada luxúria dos adúlteros bem como as outras aberrações que se dizem homens mas que dormem e beijam e tocam noutros homens, esses são manietados. Apenas se podem ver. Tocar não. A tentação tão perto, sente-se-lhe o cheiro, vêm-se-lhe as formas cinzeladas uns dos outros que os faz ficarem fora de si, quais cadelas no cio, as bocas ficam húmidas. Mas despertam de si, tentam acalmar a sua fúria de animal, e apercebem-se onde estão. Será um misto de medo com excitação.
Quem preside ao tribunal perpétuo é um demónio. Mas vejam que se veste como os bárbaros selvagens das Terras de Vera Cruz há tão pouco tempo achadas pelos nossos barcos que transportam a cruz de Cristo nas velas.
São homens de Deus os que vão, mas são homens do diabo os que encontram.
Serão estes índios, como o Colombo lhes chamou, demónios? Serão... Negam a Deus, comem-se uns aos outros e a animais que cá não se comem, são repugnantes e não aguentam trabalhar. É gente má com certeza. Poderão até ser obra do demónio para travar o brilhante caminho da glória dos vassalos d'el rei de Portugal.
O inferno deverá ser assim. Já antes os temia. Agora temo-o mais!
Seria isto que pensaria um homem, entrado numa qualquer igreja portuguesa pelos idos de quinhentos, e que visse este quadro?
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